E se as flores voassem?
“Concluída, no sétimo dia, toda a obra que tinha feito, Deus repousou, no sétimo dia, de todo o trabalho por Ele realizado.”
Génesis – Bíblia Sagrada – Difusora Bíblica
E ao sétimo dia, concluída a obra que realizara na Criação até ao sétimo dia, Deus descansou…
O tempo de descanso foi curto. Na corte celestial, um pequeno anjo, o anjo mais pequenino, olhou a obra feita e não gostou. Deus criara mares e terras, plantas e animais. Criara, também, aquilo que de mais belo existia.
Criara as flores.
As flores. Tão coloridas e perfumadas, tão macias e diversas, tão cheias de pólen e mistério…
Mas o anjo, o anjo mais pequenino, queria que coisa tão bela se pudesse mover. E se as flores voassem?
Aconchegou-se no colo do Supremo e sussurrou-Lhe o seu desejo. Deus, olhando aquele pequeno ser rechonchudo e na sua infinita bondade, resolveu satisfazer-lhe o pedido, o pedido do anjo mais pequenino da sua corte celestial.
E Deus criou o vento.
O vento, enfim liberto, revoluteou, esvoaçou, adejou. As pétalas das flores ganharam vida e, com elas, o nosso anjo, o anjo mais pequenino, brincou. Com elas brincou, com elas rodopiou, com elas se enfeitou, com elas se cobriu e cansou.
E, quando, por fim exausto, se deitou, verificou que as flores, aquilo que de mais belo existia desaparecera. Tinham morrido. E ficou triste.
De novo recorreu a Deus, na Sua infinita misericórdia e bondade. Todas as flores teriam de morrer para poderem voar? Mesmo aquelas flores pequeninas, humildes, sem cor?
Então, Deus, o Ser Omnipotente, Omnipresente, Omnisciente, com os olhos húmidos, encarou o pequeno anjo, o anjo mais pequenino da sua corte celestial e Criou.
Criou as borboletas.
E, então, as flores puderam voar…
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